“Terras de Sicó” defende programa específico para eixo da romanização

O Presidente de associação Terras de Sicó e parceiros “pressionam” Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro e Governo para apoiar produto turístico diferenciador que “ajuda a alavancar território".

A Terras de Sicó - Associação Desenvolvimento defendeu  a existência de um programa de apoio específico direcionado para o eixo da romanização. A tomada de posição do responsável da entidade, e dos municípios seus parceiros , surge na sequência da reprovação por parte da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) da criação de um Programa de Valorização de Recursos Endógenos (PROVERE), no âmbito do Portugal 2020, para apoiar com fundos comunitários este produto turístico. 

A ambição da “Terras de Sicó” passaria por dar continuidade ao projeto Villa Sicó, que decorreu entre 2009 e 2013, no âmbito Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), e foi responsável pela atracção de muitas pessoas ao território gerido pela associação de desenvolvimento.

«Não faz sentido para a região deixar de fora um produto estratégico e diferenciador como é o eixo da romanização», salientara Nuno Moita. «É verdade», assumira o também presidente da Câmara de Condeixa, que a verba total alocada ao projecto «foi avultada e considerável» - 80 milhões de euros -, no entanto, diz, ao longo de quatros anos de QREN «foram feitos 18 milhões de euros de investimento dos quais 13 milhões privados», responsáveis pela criação de «65 postos de trabalho».

«É demasiado investimento para acabar», sublinharia Nuno Moita, acrescentando que a decisão de «acabar com o PROVERE é uma opção política e estratégica» da CCDRC e do Governo.

O presidente da “Terras de Sicó” é de opinião que «existe espaço para que se possa dar uma segunda oportunidade ao eixo da romanização, dada a sua importância para o território». 

Caso a pretensão não seja atendida, Nuno Moita considerou que o “plano B” passa por obter financiamento através de uma medida destinada a produtos turísticos. No fundo, seriam «necessários cerca de 1,5 a 2 milhões de euros para medidas de promoção e agenciamento».

Além de Condeixa, a Terras de Sicó inclui os municípios de Penela, Soure, Ansião, Pombal e Alvaiázere e todos os autarcas locais se reuniram “a uma só voz” para defender o programa da romanização.

Para Célia Marques as acções da Terra de Sicó são «indiscutíveis aos apoios que dão aos investimentos privados», reconhecendo que o projecto eixo da romanização «é uma lacuna que o território não consegue preencher sem a abertura da CCDRC». 

A mesma opinião partilham o presidente da Câmara de Soure, Mário Jorge Nunes, para quem «a principal luta é afirmar o território», e o vereador da autarquia de Pombal, Fernando Parreira, que salientara que este programa «apoia o desenvolvimento do território e dá a conhecer as suas potencialidades»

Medida para renovação de aldeias aberta

O prazo para a submissão de candidatura para a medida do PDR 2020 “Renovação de aldeias” encontra-se aberto até 20 de Abril. Os objectivos e prioridades visadas passam pela apresentação de candidaturas que prossigam o intuito de preservar, conservar e valorizar os elementos patrimoniais locais, paisagísticos e ambientais. A área geográfica elegível correspondente ao território de intervenção do Gabinete de Acção Local da Terras de Sicó.

Data da notícia: 12 Abril 2017

“Terras de Sicó” defende programa específico para eixo da romanização
FOTO2
FOTO2 
zoom